Quem nunca ouviu, ou se perguntou, “como os crentes do AT eram salvos? Pelas obras ou mediante a fé? ”. Isso decorre de uma visão dividida do agir de Deus na história da Redenção. A unidade das Escrituras testemunha a favor da compreensão da graciosa salvação mediante a fé, desde o Gênesis até a consumação no Apocalipse.  No entanto, a compreensão equivocada da salvação mediante a fé não é algo novo. O judaísmo havia desenvolvido uma doutrina meritória, pregando uma justificação mediante as obras da lei. E, para contrapor este pensamento, Paulo lança mão de ilustrações do AT que corroboram a justificação pela fé somente.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41).

            Em toda a história humana, vencer a tentação sempre foi um dos grandes desafios para aqueles que desejam submeter à vontade de Deus.  A tentação está presente em diversos lugares, surge em momentos inesperados e age nas fraquezas. São inúmeros os casos de cristãos, e especialmente, ministros do evangelho, envolvidos em escândalos por não terem resistido às tentações cotidianas. Diante disso, faz-se necessário refletir sobre o que as Escrituras ensinam acerca das seguintes questões: qual a origem e natureza da tentação? Como ela se manifesta? E como vencê-la?

Introdução:

            A Bíblia é muito transparente em mostrar em suas histórias os efeitos do pecado sobre a humanidade. São páginas e mais páginas que descrevem com precisão e que desnudam a alma humana. São assassinatos, corações corruptos, vínculos envenenados por inveja e ciúme, ambições por destaque e poder, conspirações e tantas outras questões que evidenciam a pecaminosidade do Homem.